Elaboração de projetos culturais, palestras, oficinas, curso, animação de aniversários infantis.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Polêmica sem polêmica

A Secretária de Governo de Janduís, irmã do prefeito, procurou a Câmara Municipal para falar sobre assuntos da conta de luz da Casa de Cultura, a qual mandou desligar luzes da frente, para economizar energia.

Como a prefeitura pagava a conta de luz da casa de cultura, a Secretária de Governo mandou apagar as luzes da frente da casa, deixando apenas duas. Fato esse que não aconteceu porque eu não permiti. O assunto chegou à Câmara.

O vereador Fábio Dantas, em uma sessão citou que a prefeitura queria cortar as luzes, acredito que por hábito lingüístico, o que fez a Senhora se sentir ofendida e criar um fato, já que outros fatos já são bem mais relevantes.

A irmã do prefeito iria pra Câmara na última Sessão (terça, 24), mas, não apareceu. Mandou um comunicado de viajem. Segundo informações ela quer debater sobre a Casa. Estou esperando esse momento, se ela tiver coragem de debater cultura em Janduís, estou preparado.

Mesmo muito ocupado, tiro um tempinho pra falar sobre o que precisa ser falado. E garanto mais, nada tenho contra a madame que se utiliza de mágoas pessoais, cobro o que de fato não acontece. Estamos aí.

O que se passa em Janduís?

Uma dose de amor nos corações amargos
Seria muito importante para mudar muita coisa.

É crise pra todo lado, aperreio para outros
Educação em atraso, cultura sem atenção
Nossos heróis só em quadrinhos
Aqui falta compreensão.

Se o problema é gestão a culpa é do orgulho
Por que não procurar o povo, a quem deve explicações
Janduís caminha sem rumos, somente numa certeza
Mudanças virão, no peito, na raça e nos nossos corações.

Caminhada contra as drogas

Caminhada contra as drogas dia 23 de setembro de 2010, às 17h, em Frutuoso Gomes/RN. Estréia de meus filhos Libégna e Lindemberg Júnior, em fotos abaixo.

Líbégna e Lindemberg Júnior


Eu, Ubiraja e Diego


Palhaço Espeto, meu personage predileto



Combinando a cena


Heranças culturais

I Festival de viola de Janduís

Realização do I Festival de Viola de Janduís, sexta-feira (20), às 21h, em frente a Casa de Cultura Popular Vapor das Artes.


Antonio Silva e Chico Mota


Miro Pereira e Zé Oliveira


Zé Monteiro e Josival Viana


Chico Luzimar e Chico Neves


Entrega de prêmios por Simão de seu Tilene.

Tempo que passa

Em 25 de agosto de 1993, eu fazia minha primeira apresentação cultural, em uma comemoração ao Dia do Soldado, realizada pela Escola Municipal Professor Aluízio Gurgel, em Janduís.
Eu, ao meio vestido de soldado em 1993, primeira apresentação
Articulado pelo professor Josivan, saímos todos em cortejo pelas ruas da cidade e finalizamos ao lado da igreja de Santa Teresinha, com atividade apresentada às 09h. Depois de homenagear o dia do soldado, o delegado da cidade na época falou e agradeceu a escola.
Mestre Dadá (in memorian) Maria Célia, Clodoaldo, eu, Marcos Lima, Neto de Gatinha - 1996
Daquela data aos dias atuais não mais deixei de produzir cultura, de levar a bandeira mais forte da cidade. Cresci, multipliquei, aprendi. Vejo que está chegando a hora de partir pra outras experiências e vou levando comigo o sabor do dever cumprido.
Suel e eu - 1997
São 17 anos dedicados a arte e cultura. Anos de luta, quedas, sobrevivência. Lutando contra ignorância política, coronéis, passamos uma década de 90 conturbada e chegamos ao ano 2000 com o mesmo sofrimento.
Personagem Judas Iscariotes - A Paixão de Cristo - 1999
Apostamos as fichas em heróis de mentiras, fomos pras ruas brigar por direitos, lamentamos, reivindicamos. E quando olhamos, muitas conquistas pelo movimento, Governo Federal, Estadual. Mesmo assim, estamos na mesma luta por dias melhores na cultura local.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Respostas do Ponto Em Cena Ação

Estava lendo alguns blogs da cidade, quando resolvi acessar o blog do Grupo Filhos do Sol, e lá vi a matéria sobre o Ponto de Cultura Em Cena Ação, postada relatando sobre dúvidas que desconheço do presidente.

O presidente do grupo é membro da Associação Amigos da Casa, entidade que gerencia os recursos do Ponto de Cultura, Em Cena Ação, a qual não teve nenhuma contribuição no processo, mas que se utiliza do material assim como todos que procuram.

A matéria diz que o grupo desconhece do material do Ponto, uma vez que o presidente participou recentemente de uma reunião a qual foi apresentada uma pré-prestação de contas e deixado a disposição para quem quiser analisar as notas fiscais e outros documentos.

Há um conflito de gestão aí, onde a escrita diz de que o grupo do menino não sabe das informações: ou ele tem amnésia ou quer criar um fato para ver se alguém o enxerga, ao permitir o tipo de postagem desvirtuada e sem nexo.

Na certeza o contato que fez com quem repassou sobre taxas diferenciadas cobradas na bicicleta de som é um alguém que vive feito papagaio e muito mais desinformado. A bicicleta de som é pra servir e para isso temos um condutor artista, que orientamos gratificações, fazendo assim acontecer à sustentabilidade do mesmo e manutenções.

Tenho certeza que as perguntas elencadas já tenham sido respondidas ao presidente do grupo que colocou a matéria. Se há omissão de informações no seu grupo é uma outra história.E sobre material, por dois eventos o grupo que fala em taxa utilizou os microfones sem autorização para locação de seu som e nem por isso fomos esbravejar ou perguntar pra onde foi à taxa porque já sabemos.

É uma pena que se use um espaço onde poderia ser melhor aproveitado com coisas tão claras ao meu ver. Seria bem interessante que a “preocupação” apresentada fosse real ao invés de tentar criar fatos políticos a fim de monopolizar apoios.

Como presidente do Comitê Gestor, estou aberto a qualquer crítica, argumentos, discussões e convido o grupo a visitar a Casa de Cultura a saber mais sobre o projeto se tens tantas dúvidas. Moramos tão pertinho.

Se a provocação é séria vamos fazer um debate, que tal? Aí colocamos tudo como deve ser, e quem sabe o grupo não vem fazer parte da execução do projeto?! Agora se a provocação é política e orientada por terceiros, não temos tempo a perder! Queremos avançar! Podemos?

Lindemberg Bezerra,
Presidente da Associação Amigos da Casa de Cultura e Comitê Gestor.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Melhorar é preciso

Para melhorar o quadro da cultura janduiense é uma questão de coerência, Gestão e impessoalidade no que é público. Princípios esses utilizados anteriormente que não se vê mais nas terras de Nhanduí*.

O primeiro passo seria reunir o Conselho de Cultura e botar pra funcionar. Substituir possíveis membros que não tem interesse em discutir cultura. Depois organiza os grupos e artistas com propostas que possam ser cumpridas e apoiá-los, dando autonomia e oportunidade de voz e acato das decisões. Fazendo isso, começaríamos a ver quem realmente quer fazer pela cultura e quem ta a fim de ver a cultura como número em época Eleições.

Instalar a Fundação de Cultura botando um janduiense que não seja de nenhum grupo, ou que seja, mas que trabalhe com ética e responsabilidade e com autonomia sem precisar de passar por qualquer outra secretaria em suas decisões. Cria-se o Fundo de Cultura, estabelece um cronograma cultural da cidade com ações coletivas respeitando a particularidade de cada grupo e artista.

Analisando, temos equipamentos de ponta nos pontos de Cultura Semearte e Em Cena Ação, que jamais se viu antes em Janduís. Com isso, faríamos uma gestão em conjunto com a Casa de Cultura, Grupos, Projetos e Setores da Prefeitura. Daí, poderíamos ter um avanço significativo na cultura local.

Não sei se sonho demais, se minhas palavras são inexpressivas, se sou embusteiro. Cada um entende como quiser e tudo isso seria fácil de fazer, bastaria querer acreditar e somar forças. Sozinho se faz, mas o caminho é mais longo e os resultados mais insatisfatórios. Se ao menos tivessemos a oportunidade de nos reunirmos com os Gestores e discutir, já seria alguma coisa.

Podemos fazer isso???

*Índio Guerreiro que habitou nas Terras onde hoje é Janduís.

Isolamentos

Discutimos diariamente a postura de isolamento estabelecida pelo Poder Público Municipal sobre a Casa de Cultura de Janduís, em alguns setores da administração. Fato que vem se agravando a cada dia não só com a Casa, mas com outros setores organizados do município. Quem perde com isso é a cidade que vê seus artistas e grupos divididos em prol de uma causa que até aqui não vingou os frutos prometidos.

Lutamos pela Fundação de Cultura em 2008, reprovada pelos vereadores de oposição, que fizemos uma campanha de esclarecimentos a comunidade colocando até cartazes com fotos em murais e repartições públicas. Tudo junto e unidos buscando o mesmo caminho que seguiram novos rumos depois de um racha partidário descontado na classe artística.

Em 2009 a Fundação aprovada foi aprovada e ficamos esperançosos que haveria mudanças pra cultura local. Qual nada. Assim que colocamos nossos pensamentos em jornais e pregamos cópias nos murais, veio logo uma portaria proibindo o direito livre de pensar e expressar.

Continuamos do mesmo jeito sem fundação de cultura, sem política pública pra todos, benesses pra uns, pra outros retaliação, justiça, lei, portarias... Sem Conselho de Cultura funcionando, sem Fundo Municipal de Cultura, sem rumo, mas com direcionamentos próprios.

Postura nas Eleições

Nas Eleições deste ano, não estamos discutindo voto dentro da Ciranduís, como fizemos em outros momentos e isso nos dividiu, coisa que não foi legal. Estamos num outro estágio e sabemos que cada um que participa da Ciranduís tem consciência do que quer. Nosso propósito não é ser cabo eleitoral pra nenhum candidato, mas sabemos reconhecer o que cada um vem fazendo pra o coletivo do grupo e pra cultura de Janduís e região.

Convivemos com a adversidade e temos respeito por opiniões contraria a maioria. Temos espaços pra Mineiro, Geraldão, Fátima Bezerra, Zé Julio, Hugo, Vilma, Ibere, Dilma e outros candidatos que não estão nesse ideal. Ninguém manda no voto de ninguém, ou pagamos a alguém pra exigir voto. Estamos sempre buscando construir o melhor pra cultura, pro grupo e pra os movimentos pelos quais participamos.