Elaboração de projetos culturais, palestras, oficinas, curso, animação de aniversários infantis.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os desafios que enfrentamos numa travessia ousada e persistente!

Sair da rotina e do seio familiar por cinqüenta dias em busca de realizações com arte pública de rua é algo esplendido e desafiador. Não é fácil. Insistir numa atividade em que a grande maioria desiste é dizer sim a um mundo cada vez mais oculto e que precisa ser descoberto.

Deixamos as preciosidades e buscamos respostas praquilo que não entendemos quando apenas falamos. Dividir tarefas de trabalho, levar algo politizado e questionador à platéia, sentir saudade, ter medos, caminhar quilômetros, correr riscos estão nesse balaio.

O Escambo em Travessia me fez ver que em casa é preciso saber fazer a nossa comida, a lavar os pratos que aguardam a mãe cansada pra executar a limpeza. É limpar um banheiro que é usado por todos e compartilhar das mesas ações para que haja maior interação coletiva.

Conhecer novas pessoas que pensam parecido, que discutem um mundo melhor são coisas que se agregam e somam na nossa caminhada. Não é fácil abdicar a toda uma rotina em busca de aperfeiçoamentos na prática e no diálogo de outras localidades.

O pensamento nas atividades e o coração nos filhos, nos pais, nos amigos e nas pessoas que nos enchem de alegria pelo compromisso com o que fazemos e com queremos pro futuro das artes. Escambar numa travessia será sempre uma incógnita que descobrimos a cada dia em nossas constantes andanças. 

Escambando numa travessia por Campinas/SP

Viajamos quase 600 km, segunda-feira, 18 de julho, de Belo Horizonte/MG até Campinas/SP. Chegamos à noite e fomos recebidos pelo Circo Além da Lona, num galpão lotado de artistas e já nos primeiros contatos discutimos nossa ação que ora atravessa o Brasil.
Cristian Matias, Circo Além da Lona
O ator Cristian Matias que é militante do Movimento Escambo nos acolheu em seu apartamento e os demais membros ficaram alojados numa pousada próxima. Tivemos um super tratamento pela Nathalia, namorado do Cristian.

Partimos pras praças pra fazer o espetáculo o Casaco de Urdemales. Nossa primeira apresentação aconteceu na terça-feira, 19, e não tivemos uma das melhores apresentações. Com isso voltamos no dia seguinte e melhoramos um pouco.

Diego Tavares, intérprete de Birico
Assistimos ao espetáculo do grupo Cenarte e depois fomos pra um jantar no próprio espaço do grupo, onde conversamos , cantamos e contamos histórias de coisas e pensamentos sobre a vida ativa das artes de ruas.


Um desafio enorme foi ver o público esvaziar a roda quando passávamos o chapéu. Em todas as outras cidades havia uma química com o público. Campinas foi estranho, diferente e surgiu um novo desafio para o público do Sudeste.

Pedro Malasartes, O Casaco de Urdemales
Nos mantivemos por quatro dias em Campinas/SP. Vivemos momentos de anseios, debates duros e cobranças no desempenho coletivo de cada um. Foi uma acordada e uma sacudida no nosso consciente. Nossa travessia fica cada vez mais prazerosa e cheia de aprendizagens.

Recordando nossas passagens em Travessia

Registros fotográficos do Escambo em Travessia por Petrópolis/RJ, Congonhas/MG e Belo Horizonte/MG
Parada em Petrópolis/RJ
Estação de trem de Congonhas/MG

Igreja com obras sacras de Aleijadinho, em Congonhas/MG

Personagem Gracinha

Arena de teatro em Belo Horizonte/MG

Concentração antes de atividade em Belo Horizonte/MG

Personagem Tiquinho

Personagem Frade João

Na pele de Pedro Malasartes

Frei Chico

Passagem por Belo Horizonte

Estivemos em Belo Horizonte nos dias 16 e 17 de julho, cumprindo cronograma do Escambo em Travessia. Por lá fomos recebidos por companheiros da Rede Brasileira de Teatro de Rua, através de Cristiano e Júnia do Grupo Terceira Margem e a Fanfalhaça.
Eu interpretando a Gracinho e o Jardeu a Beatriz
Fomos muito bem recebidos e tivemos uma atenção intensa pelos artistas locais. Ficamos divididos nos apartamentos dos integrantes dos grupos e fizemos duas apresentações do Casaco de Urdemales e intervenções cenopoéticas com Ray Lima.

Ray Lima e a benção poética
Vivenciei outro universo das artes num estado que respira política e mesmo assim, é dono de um povo maravilhoso, respeitador e gentil. Levo em minha bagagem a luta e a generosidade dos mineiros como gesto de partilha compromisso cultural.
Junia do Grupo Terceira Margem
Muito obrigado Junia, Cristiano e a todos de Belo Horizonte que nos receberam e aos que nos assistiram com tanta doação e atenção.

Fotografias que relembram caminhos percorrido pelo Escambo em Travessia

Momentos do Escambo em Travessia no Rio de Janeiro/RJ registrados em fotografias.
O Casaco de Urdemales

O Casaco de Urdemales

O Casaco de Urdemales

O Casaco de Urdemales

O Casaco de Urdemales

O Casaco de Urdemales

Momento de descontração

Camarim do teatro Carlos Gomes

Camarim do teatro Carlos Gomes

em frente ao teatro Carlos Gomes

Praça XV de Novembro

Baía de Guanabara

passarela do aeroporto 

lazer e bate papo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um dia especial

Há exatos 52 anos atrás, nascia uma flor especial que em sua caminhada brotaria mais frutos e uma vida de muita determinação, garra e destemor. Com isso, adotei tal pessoa como minha idolatrada o seu jeito de ser me tornou fã número um.

Maria Lúcia, minha mãe, tem sido uma mãe dedicada, guerreira e que busca concretizar todos os seus sonhos ao lado de todos nós: eu, Luciana e Linden Carlos. Nesta quarta-feira, 20, mais uma primavera chega e mesmo longe, externo meus votos de amor e carinho.

Mainha, tenho certeza que teremos muito a celebrar pela vida e pelo que significamos um para o outro e para família. Esse ano estou longe,mas o coração está sempre contigo e feliz por contar contigo em todas as horas. Parabéns.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Barbacena: Uma prova de maravilha mineira

Morador de rua que abrilhantou várias cenas
Em nosso percurso com destino a Belo Horizonte, paramos em Juiz de Fora para almoço e conversamos bastante com algumas pessoas e sentimos um clima super agradável. Mais adiante, paramos pra um 
cafezinho. Já era quase noite e a intenção era chegar numa cidade pequena pra dormir e seguir viagem.

Em mais uma conversa, nos foi indicado pra parar em Barbacena, ainda em Minas Gerais. É uma cidade de quase cinqüenta mil habitantes, mas, resolvemos ficar. Tava um pouco frio. Contudo, paramos e alojamos
.
Na saída pra jantar, começamos a sentir um clima de satisfação da comunidade com nossa presença. Uma simpatia de arrepiar. Fomos a uma praça e resolvemos fazer o Casaco de Urdemales, sexta, 15, às 10h. Foi como uma retribuição a hospitalidade.

Logo as pessoas se juntavam a nós e conversava, dava apoio e acolhia. Sentimos uma enorme satisfação em estar ali, e isso era repetido pelo público que tomava conhecimento de nossa travessia e de nossa disposição artística.

A viagem tem sempre uma magia, algo inusitado como a recepção pela comunidade de Barbacena. Que bom ter parado, conhecido e apresentado pras pessoas daquela cidade. Saímos com o coração cheio de felicidade por uma cidade tão linda que é Barbacena/MG.

Já são quinze dias em travessia

O Escambo em Travessia completa quinze dias de percurso. Saímos de Janduís pra percorrer um pouco por algumas cidades do Brasil, passando em lugares com companheiros comprometidos com as artes públicas de rua. E olhe que encontramos muitos.

Arrumando o material de cena em Barbacena/MG
O que fazemos não é novidade. Existem muitos outros fazendo essa mesma coisa que contagia e ao mesmo tempo aproxima pessoas, idéias e faz os sonhos aconteceram de maneira coletiva e prazerosa. Tem sido assim nossa travessia.

Gracinha - O Casaco de Urdemales em Barbacena/MG
Onde estivemos até aqui, fizemos valer nossa marca e nossa história. Natal, Feira de Santana/BA, Padre Paraíso/MG, Rio de Janeiro, Juiz de Fora/MG, Barbacena/MG, Congonhas/MG foram cidades que paramos e sentimos o prazer de ser artista visitante.

Escambo em Travessia - momentos fotográficos

chegada em Aracajú/SE

Percurso na kombi

Saindo pro espetáculo em Aracajú

Mercado de Aracaju

Tiquinho - O Casaco em Aracaju

Frade João - O Casaco em Aracaju

intervenção na Sec. Est.de Saúde do Sergipe

No hotel - Rio de Janeiro - primeiro dia

Apartamento - Rio de Janeiro - demais dias

visão do apartamento que estávamos no Rio de Janeiro

quarta-feira, 13 de julho de 2011

As sensações que sentimos

Baía de Guanabara - Rio de Janeiro

O Escambo em Travessia, além de ser uma intervenção político-cultural nos faz refletir um pouco mais sobre tais escolhas que fazemos em nossas vidas. Os desafios, as vontade, os anseios e as barreiras criadas, até mesmo pelos que convivemos.

É um aprendizado indiscutível. Tudo isso nos fazem abraçar cada vez mais a bandeira da arte pública e ao mesmo tempo, nos atrai para diversos setores de divergências e convergências. É uma luta interna contra nossas emoções e nossos semelhantes.

Acredito e busco sempre acreditar no outro que me cerca. Quando isso não for possível, é exigido afastamento imediato pra projetos de confiança pessoal. É como um casamento que não tem mais o brilho da lua e o doce do mel.

Aprendendo sempre. Buscando me humanizar cada vez mais e entender a ferocidade do capitalismo que consome parte de nossas ações e deixa em dúvidas os que aprendem conosco e fazem da aprendizagem uma corrente de dúvidas. Natural.

Ao mesmo tempo que estou distante de Janduís, vivo o meu momento da Travessia, vivo a Cia. Ciranduís que passa por mais um momento de renovação de pensamentos, idéias e descontentamentos próprios; vivo a minha família, meus filhos, meus amigos.

Todo dia faço uma faxina na alma e repenso meus conceitos que podem me levar pra o bem ou pra o mal. E isso será destinado pelas minha convicções, convivência coletiva e amadurecimento. Afinal o fruto que não amadurece fica podre e sai de cena.

Espero voltar a Janduís e encontrar a Cia. Ciranduís fortalecida de idéias, projetos, sonhos possíveis. Penso que com a volta de alguns membros que precisaram se afastar do grupo, se tenha mais interação e ação; as dúvidas a gente tira na presença do coletivo.

Acontecimentos importantes no Escambo em Travessia

Estou no Rio de Janeiro desde quinta-feira, 7, junto com os demais companheiros do Escambo em Travessia, vivendo uma experiência  única e particular. Foram uma média de 2.600 quilômetros percorrido numa Kombi, fazendo um trajeto inédito no campo da arte.
Chegada em Aracajú/SE
Chegando ao Rio, participei com meus pares do 1º Congresso da Universidade Popular de Arte e Ciência do Rio de Janeiro, e foi um dos primeiros momentos de pura energia e interação com o clima de uma cultura totalmente diferente.
Ensaio em Aracajú/SE
A divisão de quarto do Hotel Monte Alegre nos deixou distante. No sábado, 9, nos mudamos pra um apartamento próximo, onde ficamos mais a vontade e todos comungando das mesmas ações coletivas.
No Teatro Carlos Gomes, Rio de Janeiro
Tivemos um fim de semana de ensaios e debates entre nós. Refletimos sobre toda essa ação realizada pela Travessia do Escambo, sem importância pra muitos, mas de grande valia para nós artistas de rua.
Na Residência de Amir Haddad, Rio de Janeiro
Fomos desencadeando nossas próprias ações com um suculento bate-papo na residência do Amir Haddad e sempre buscando fazer a diferença aqui no Rio de Janeiro. Não saímos pra participar de outras programações, a gente se integra e faz nossa própria movimentação.
Ensaio no Rio de Janeiro
Unidos aos demais companheiros da Rede Brasileira de Teatro de Rua, fomos ao Largo do Machado e fizemos uma ótima intervenção com o espetáculo O Casaco de Urdemales e cenopoesia. Após dialogamos sobre a arte pública de rua.
Tiquinho, no espetáculo O Casaco de Urdemales
Iremos permanecer no Rio de Janeiro, no máximo até quinta-feira, 14. Temos mais uma intervenção de palhaços na Cinelândia nesta quarta-feira, 13 e vamos nos preparar pra viajem. Rodamos o chapéu e vamos seguir estrada para Belo Horizonte/MG.