Elaboração de projetos culturais, palestras, oficinas, curso, animação de aniversários infantis.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Acompanhando o rítmo encontrado na cidade

Há pelo menos cinco dias estou de volta a Janduís, depois de uma curta temporada de 45 dias fora da cidade. Fazia 15 anos que não saia da cidade pra passar pelo menos 30 dias fora, sem desfrutar dos fins de semana em casa.
Novas conjunturas políticas, novo funcionamento na Casa de Cultura que devo compartilhar com ações pensadas pelo município, pontos de cultura, conselho de cultura e atuação artística. Muita satisfação em rever todas as pessoas de meu convívio cultural e pessoal.
Como abracei meus filhos e minha família. A satisfação de poder estar de volta e contribuir com a cidade num dos momentos mais importantes de minha vida, em relação ao crescimento pessoal e profissional. O caminho é longo, mas é gostoso de percorrer. Axé!

Lições de uma travessia escambista

Águas geladas da Serra do Caparaó/ES
O projeto pensado coletivamente pelo Movimento Escambo, em sair pelo país fazendo arte e debatendo as questões sobre as Artes Públicas de Rua, foi executado. Passamos 45 dias fora de casa, andando numa Kombi, testando novas possibilidades de vida.
Contamos com ajuda de pessoas amigas, intervenções em eventos populares, recepção de grupos que nos bancaram na jornada para que pudéssemos nos alimentar, dormir e ter combustível para andar. Aconteceu, atingimos a meta.
Foi aí que aprendi que “cuidar do outro é cuidar de mim”. Saber limpar o local compartilhado por todos, tolerar, entender, ser flexível... O que já estava entrando em minha caderneta diária ganhou espaço permanente para os anseios da vida.
Numa travessia tão complexa e ousada, há espaços para incertezas, assim como deixamos as incertezas em casa. Mas, isso se evapora quando passamos a ter clareza dos nossos rumos e damos credibilidade àquilo que acreditamos.
Atente para qualquer roda de amigo onde os conceitos forem sempre ao seu favor. Isso é falsidade. Escute sempre o meio das divergências, elas te fortalecem e te fazem crescer mais ainda. A melhor reflexão é caminhar com acertos, após correões por mais simples que sejam.
Aprendi. Posso dizer que a convivência ao lado de Ray Lima, Junio Santos, Fillipo Rodrigo, Jardeu Amorim, Vitor Jaraguá, Léo Alves Chinês e Diego Tavares, me fizeram uma nova pessoa, capaz, tolerante e com mais afinco. A Travessia não saíra de minha cabeça, assim como, a vontade de lutar cada vez mais pela arte pública de rua.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Existe um lugar perfeito?

Imagine um lugar onde as pessoas vivem em comunhão... Onde não há roubo ou assalto! O último assassinato só quando mataram os índios nativos... Imagine... Procure em sua mente um lugar onde as pessoas não precisem trancar suas portas e portões. É possível sair de casa e ficarem três meses com as portas apenas escoradas. É possível?

Parece difícil acreditar num lugar assim, mas é real. Patrimônio da Penha é um distrito de Divino São Lourenço, no Espírito Santo, que tem todas as características acima citadas e mais um pouco. É um lugar encantador.

O Escambo em Travessia chegou a tal local através do Grupo Circo Teatro, após contatos pela Rede Brasileira de Teatro de Rua. Na chegada, uma satisfação enorme pela fauna e flora que vive na Serra do Caparaó, há pelo menos 900 metros de altitude. O lugar é incrível
.
Cachoeiras geladas, clima agradável, povo sem malicia e sem maldade. Como poderia encontra um lugar tão lindo e vivenciar tudo que é de mais natural. Patrimônio da Penha não tem sinal de celular... Apenas uma Lan House e no coreto da praça o sinal Wifi para acesso a internet. Patrimônio da Penha é o paraíso serrano capixaba.

Nem sempre podemos dizer que não existem lugares perfeitos. Às vezes não enxergamos nossa própria cozinha... É preciso sair e conhecer lugares que não estão em nossas normalidades.

Palavras que alimentam


Faço aqui uma menção ao blogueiro janduiense Enock Douglas, que também é estudante universitário, pela sua imparcialidade com as notícias trazendo temas que nos levam e se informar e refletir. Seu estilo de comunicação nos informa com imparcialidade e um pouco de sua análise.

Contudo, estamos sempre trocando informações sobre ações culturais dentre outras informações. Sempre que me escreve fico lisonjeado porque crescemos numa geração de jovens sonhadores e imparciais.

Externos minhas palavras também ao blogueiro Henrique Aurélio Galdino – Blog Bastidores da Política – de Campo Grande/RN, pelas constantes informações que tem postado em seu espaço sobre nosso trabalho e pela credibilidade que têm na cultura janduiense.

A vocês que tem a comunicação como um instrumento de prática diária, nossa gratidão pelas palavras emitidas sobre tais atuações, pelas quis consideram importantes, assim como nós que vivenciamos cada instante de uma vida em travessia.

Momentos no Pombas Urbanas em São Paulo/SP


No teatro do Pombas Urbanas

Assistindo ao Lâminas

espetáculo "O Casaco de Urdemales"

Personagem Pedro Malasartes

Tiquinho em cena no fim do Casaco de Urdemales

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O sentimento que não senti

Que sentimento é esse que nos leva a tão longe em busca de idéias?

Viajo num instante que faz sol; opa já ta frio... Que chuva. Caramba ta calor! O que é isso? A travessia que faço me diz que a alimentação é repartida no mesmo pé de igualdade, apesar de andar com tantas diferenças entre seres da mesma espécie artística.
São tarefas de banheiro, limpeza de pratos e o poder da dinamicidade da convivência coletiva compartilhada... Tem coisas que em casa, debaixo da saia dos pais não ousaríamos fazer. Que universo é esse?
O que nos faz acreditar que podemos muito mais quando achamos que a vida já não tem outros caminhos se não as mesmas coisas de sempre?!
Paisagens tão naturais... Em instantes, gente dormindo em calçadas, becos, sem ter pra onde ir numa temperatura super gelada... Paramos em locais aquecidos, jogamos nossas emoções pro alto em momentos de adrenalina sem refletir por tudo que foi visto há olho nu.
Que sentimento é esse, que sentimos num instante e não sentimos na distância. O Escambo em Travessia me faz ver o quanto não vivi nada, não sei de teatro, de família, de coletividade. É um processo onde aprendemos com as contradições da palavra com a ação que almejamos melhorar sempre.
Enquanto tudo, vou sentido as emoções que não vivi e não senti. Vivo!

As relações construídas


Não posso querer aquilo que o outro quer de maneira emocional, sem ouvir a razão. Não posso simplesmente odiar o oposto onde não haja compreensão dos fatos e não se prenda nos sentimentos próprios mergulhados em devaneios. As relações com as pessoas, com o tempo, diante de tudo são construídas com convergências e divergências. Se não há sinceridade em qualquer ação, criamos um caminho de falsidade e uma relação frágil.
As relações de poder que criamos nas relações com os outros, podem nos levar a determinados caminhos inesperados. Eles nos dão armaduras que passam a dominar nossas ações e nos consumir lentamente, na vida conjugal, social, comunitária em todos os setores.

É preciso se renovar a cada dia. Buscar manter uma relação de equilíbrio pessoal pra não correr o risco de se tornar o “sabe tudo”, o “dominador de todos os temas”, o “esperto”. Dessa maneira contribuímos pras relações mais conflituosas e sem êxito. Manter o exercício da ação-reflexão é tão importante quanto qualquer atividade física. É o alimento que consumimos na mente, sem perder o apetite dos que enviamos ao estômago.

Laços duma travessia


Ao longo da travessia que fazemos pelo país, levando intervenções poéticas, palhaços, espetáculos de cenopoesia e o Casaco de Urdemales, fazemos discussões sobre políticas culturais e encontramos grupos e artistas que ainda pensam em arte como alternativas de diálogo com as comunidades.
Uma ação que junta pessoas de cinco grupos diferentes, unidos pelas idéias, ações e movimento que já se alastra pelo Rio Grande do Norte, Ceará e demais ramificações em estados do Brasil, que é Escambo Popular Livre de Rua.
Estamos na estrada há pelo menos quarenta dias a cada dia vivido uma nova descoberta, emoções que nos fascinam e nos deixam encantados. Encerramos nossa ida em santos/SP e começamos uma travessia de volta pra casa. Nessa volta paramos novamente em São Paulo, precisamente com o pessoal do Buraco D’Oraculo, na Zona Leste.

No retorno da volta, paramos na residência de Calixto de Ihnamuns e passamos a conhecer melhor uma figura esplêndida, humana e acima de tudo atenciosa a um trabalho que poucos ousam se dedicar com tanto afinco, por coisas tão verdadeiras.
Apesar de ser o primeiro contato com o Buraco D’Oraculo, senti uma super enérgia positiva no Adailton, Selma, Édson e Luciene que nos acolheram como se já fizesse parte da família há anos. Ficamos em suas casas, compartilhando as mesmas comidas, dividindo banheiros e convivendo em coletividade. Relação muito positiva.

Passo a fazer uma viagem em tudo o que vejo em ação. São Paulo é uma cidade enorme, com problemas de violência urbana cada vez mais freqüente, desigualdades, conflitos políticos, relações de poder acirrada, mas que tem um movimento cultural de rua tão belo e puro.

Passei um dia no Instituto Pombas Urbanas na cidade de Tiradentes, a mesma pegada, o ritmo caliente dentro de um espaço ocupado e bem aproveitado em todos os aspectos culturais. Sair do Rio Grande e conhecer tantos trabalhos que são exemplos pra o país, jamais podemos dizer serei uma pessoa normal no meu retorno residencial. As melhores impressões são as que levamos como experiência de vida das ações e das caminhadas traçadas a cada dia.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Acreditar é um virtude

Acreditar é uma virtude que não encontramos por aí. Podemos até dizer que sentimos firmeza em uma palavra de alguém que encontramos por acaso. Contudo, é do humano deixar um pé atrás quando o novo se aproxima.

Se permitir e deixar que os outros se permitam, é ter a liberdade de falar às questões que discordamos e as questões que entendemos louváveis. Seja na política, na cultura, na empresa, na escola a decência é algo importante pra harmonia coletiva.

Josivan Rhuann e Amaro Brito, são duas figuras que sempre dei confiança e sou confiado ao longo de toda minha caminhada. Estivemos juntos nos bons e piores momentos da vida pessoal e coletiva. Toda ação, fruto de uma construção coletiva e comprometida.

Coloco em prática tudo aquilo que  não quero ser pra meus companheiros. Ao contrário, buscaria um mundo meu, onde não precise de ninguém, onde o dinheiro resolva e os outros que se lixem. Acreditar e avançar. Esse lema levarei por onde estiver. 

Aprendendo a aprender

A travessia que optei por 50 dias viajando pelo Brasil, está me fazendo a aprender cada vez mais. Ouvindo, fazendo, opinando e observando todas as práticas que conheço na caminhada e as que observo com meus pares.

Esse meio tempo também está sendo importante pra saber quem são as pessoas que nos rodeiam em grupo em Janduís. Bastou sair e algumas garras apareceram dentro do próprio grupo que estimo e ajudo a caminhar.

Não há espanto de minha parte, apenas um aprofundamento daquilo que já tenho como certeza. Tudo é muito natural, afinal o capitalismo e as relações de poder consigo próprio são os maiores causadores das repartições.

As relações de grupo são muito parecidas com as relações pessoais de amor. Quando não há confiança, pontos de convergência... Ou a gente arruma um novo olhar ou fica no mundo sem olhar. Na volta a Janduís cada parafuso em seu eixo.

Notícias que nos entristecem

Fui informado das perdas familiares que aconteceram em Janduís nos últimos dias. Mesmo distante, me associo à dor das famílias e envio meus pesares a todos. Pelo extinto humano, a dor da perda também nos afeta e nos entristece ao lembrar a presença da cada um que partiu em nossos meios.  
Abraços a todos!

Imagens da Travessia por São Paulo/SP

Algumas cenas fotográficas de lugares e apresentações que fizemos em São Paulo em suas diversas zonas e nossa ida rápida a Guarulhos/SP.
Jardeu Amorim e eu na Zona Leste de São Paulo
Interpretação de Frade João, no Festival de Bonecos, em São Paulo

Pedro Malasartes, em Guarulhos/SP
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No núcleo Pavanelli, em São Paulo

Sede do Núcleo Pavanelli, Zona Norte de São Paulo

Sob o clima de São Paulo

momentos de descontração no Núcleo Pavanelli
O Escambo em Travessia chegou a São Paulo/SP, na sexta-feira, 22 e saiu dia 31de julho. Foi um grande momento de intercambio e aprendizagens culturais, pessoais e de superações coletivas.

Na passagem por Campo Limpo, Zona Sul, contamos com a atenção e carinho do Grupo Artemanha e do Grupo Vital, comandado por pessoal com potenciais importante no movimento cultural paulista.

São Paulo de garoas, sol raro, nuvens fechadas, ventos gelados nos me fez refletir cada vez mais sob tudo que estou fazendo nesse momento. O casal Pavanelli, Simone e Marcos, nos acolheu muito bem no Núcelo Pabanelii, onde já sinto saudades de tanto aconchego.

Estive no movimento de manifestação cultural, em apresentação por Guarulhos/SP, Festival de Bonecos, centro de São Paulo e no encerramento da III Mostra de Teatro de Rua, na Zona Norte. A cada dia a ação-reflexão me emite muitos sinais de aperfeiçoamento.

Recordando a travessia por Campo Limpo

Logo que chegamos em São Paulo/SP, fomos pra Zona Sul, onde fomos recebidos pelo Grupo Artemannha e pelo grupo Vital. Festa e alegria com mais um intercambio maravilhoso.
Passagem pelo estádio Murumbi

Presença em Dona Beth, grupo Vital

Eu, fazendo o Tiquinho, no Casaco de Urdemlas

na sede do Artemanha, Campo Limpo, São Paulo

Roda de aconchego após espetáculo