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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Prazer, o Poder e o Viver na Cultura

Há tão pouco tempo, inventávamos peças teatrais, coreografias, fazíamos música e poesia, somente pelo prazer. Somente. Era uma época em que tinha quem pagasse nossas contas e nos desse de vestir e de comer: nossos pais na maioria dos casos.

O tempo foi passando e agente continuou com o mesmo prazer acrescido da vontade de saciar nossas necessidades com o nossos produtos que tanto aprendemos a fazer e distribuir. Obviamente, não deixamos de estar nas lutas, mas, ganhamos habilidades de sobrevivência com as próprias vivências.

Muitos abandonaram a essência cultural por falta de oportunidade ou por não acreditar no seu próprio instrumento de vida assim como faz o professor, o juiz, o cantor ou qualquer outro profissional, que tem incentivo carimbado, ao contrário do artista. Mas, nem isso, nos fez desistir.

Nesse meio tempo, aprendemos a conviver com as adversidades e vimos figuras que nasceram da luta do povo ocupar espaços nos Poderes e se voltar contra sua criação, para demonstrar serventia a reis e rainha que não tem nenhuma índole com nada, a não ser o pagamento de um salário amargo e corruptor. É possível, estar a frente de determinadas situação sem negar as origens, faz parte do caráter e da formação de cada um de nós que topamos tais desafios.

Contudo, atualmente Janduís não fica de fora dessa maré que vai e vem. E nós, continuamos vivos, criando nossos filhos, produzindo e expandindo o que mais aprendemos a fazer juntos e encangados: arte e cultura pra um povo que necessita sempre. O tempo passa, e tenhamos certeza “Em algum lugar sempre existirá um bom lugar pra gente se encontrar”, como escreveu o poeta em memória, Aurino Santos.

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